Crônicas: Os pensamentos...


Levantei-me como faço todos os dias, ás nove horas da manhã, mas ao invés de cumprir com as tarefas da minha rotina , abri a janela e ali fiquei ali. O céu estava cinza, assim como os meus pensamentos que estão me deixando muito confusa ultimamente. Permaneci ali, parada, por um longo período, olhando para o nada. Talvez, seja olhando para o nada que eu consiga enxergar tudo o que há dentro de mim. Refletir é algo que me consome demais, e muitas vezes me desanima.
Quando eu penso sobre o que está acontecendo comigo, sobre as mudanças na vida, a pobreza de meus parentes. Sempre acabo chegando á mesma conclusão: todos esses atos são apenas o resultado das pessoas que nos cercam, que só querem saber do meu dinheiro. Mas essa reflexão só me deixa indignada. Não me cerca de dúvidas, apenas de decepção. O pior mesmo é refletir sobre o meu mundo. Ah, esse me deixa tão confusa!
            Eu percebo que já estou cansada dessa vida que todos julgam ser tão normal. Estou cansada desses tais amores que me fazem tão feliz e depois, tão triste. Estou cansada de querer o bem de todos e deixar o meu bem de lado. Estou cansada da hipocrisia que domina essa minha familia, das pessoas que dizem te amar e espatifam esse amor por dinheiro. Estou cansada de ficar cansada. Estou cansada de pensar.
 Não há como descrever todos os meus pensamentos em palavras, eles são os meus sentimentos... e convenhamos, por mais que escrevam sobre esses, é impossível escrever tudo para o papel. Agora, chega.

Já haviam sido tantos pensamentos, então eu fechei a janela e deixei-os no mar, para que fossem levados junto ás ondas, para bem longe de mim.

Resumo do livro "Uma garrafa no mar de Gaza"



O livro “Uma garrafa no mar de Gaza” de Valérie Zenatti conta a história da menina Tal Levine, uma garota israelense de 17 anos.
Tal nasceu em meio às manifestações pela paz e em apoio ao povo palestino. Seus pais são defensores da boa convivência entre os dois povos. A história do livro tem início em setembro de 2003, na cidade de Jerusalém. Em uma noite como outra qualquer, a garota está se preparando para dormir, quando de repente sua casa estremece. Era o estrondo de uma explosão nas redondezas de sua casa, especificamente no café Hillei.
No dia seguinte, Tal descobriu que entre as vítimas desse atentado, havia uma garota que se casaria em breve, mas que faleceu ali. Este fato mexeu muito com Tal, pois ela não se conforma com tamanha violência que tira vida de pessoas inocentes. Ela não quer ser como os outros israelenses, com ódio no coração, sempre teve esperanças que esse conflito logo acabasse e que os povos não se odiassem. Isso acabou dando á Tal uma ideia um tanto quanto arriscada: escrever uma carta (onde expressa o que pensa sobre o que sobre o conflito entre os dois povos) para um palestino qualquer, depositá-la dentro de uma garrafa e pedir ao seu irmão, Eytan, soldado a serviço de Israel na fronteira com a Faixa de Gaza, para que a lance ao mar.
Tal queria mesmo que uma garota palestina com os mesmos ideais que os seus encontrasse a garrafa, podendo assim criar um “vínculo de paz” entre as duas comunidades dialogando com sua correspondente palestina. Mas o destino tinha outros planos... A garrafa é encontrada por um jovem palestino de 20 anos, Naim, que se identificou primeiramente como Gazaman. O diálogo entre ambos é complicado, pois diferente de Tal ele já não acredita mais na paz. Naim reage de uma forma negativa ao responder, zomba de Tal, mas ela não desiste, pois vê que por trás de toda aquela ignorância, há esperanças dentro do coração daquele garoto.
As mensagens trocadas através de e-mails entre os dois retratam a realidade de Israel e da Palestina de uma forma diferente, que nos faz sentir dentro da história, no meio daquela realidade de medo e aflição.
Uma das cenas mais emocionantes é a descrição do assassinato de Yitzhak Rabin, em 4 de novembro de 1995. Nunca a paz esteve tão perto, mas os opositores da independência da Palestina estavam determinados a impedir isso de qualquer forma e assim fizeram. A história é primeiramente, narrada por Tal e depois sob o olhar de Naim.

O livro nos leva para viver a história, é como se o leitor fosse um dos lados dessa história. É a combinação perfeita de história com romance.

Trabalho com o livro "Todos contra Dante"

Após a leitura do livro "Todos contra Dante" de Luís Dill. Foi  proposto de criar uma campanha sobre o tema abordado no livro, BULLYING. Nesse post, irei mostrar para vocês o resultado final do meu trabalho junto com Alessandro Maciel e Letícia Rodrigues ... espero que vocês gostem!

Tirinha:


Criamos uma tirinha, humorística sobre bullying. Nela, um pesquisador vai fazer algumas perguntas com uma pessoa que mora na zona rural , ele pergunta o que é bullying para o Moço é ele acaba respondendo que é onde se coloca o café. Queremos mostrar com essa tirinha que muitas pessoas acabam praticando o bullying é não sabem o que é, pensam que são somente brincadeiras mais muitas vezes não é só isso.

Charge: 

.Uma das propostas passadas, foi a criação de uma charge sobre o assunto. A nossa charge aborda as pessoas que vão para escola é acabam “sofrendo” com isso pois muitas pessoas não sabem o que significa Bullying , mesmo esse sendo algo tão abordado em discussões nos dias atuais.









Campanha: 
http://www.youtube.com/watch?v=L6JKPmvK_0o&feature=youtu.be
O link acima é o vídeo da nossa campanha publicitária. Nela, é explicado um pouco sobre o assunto bullying, e ao final, trás uma mensagem reflexiva sobre o assunto para que as pessoas se conscientizem do mal que certas atitudes podem causar á algumas pessoas.


Soneto de Fidelidade - Vinicius de Moraes

Soneto de Fidelidade
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa lhe dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure

                                                                                         Vinicius de Moraes

Soneto do maior amor - Vinicius de Moraes

Soneto de maior amor

Maior amor nem mais estranho existe
Que o meu, que não sossega a coisa amada
E quando a sente alegre, fica triste
E se a vê descontente, dá risada.

E que só fica em paz se lhe resiste
O amado coração, e que se agrada
Mais da eterna aventura em que persiste
Que de uma vida mal-aventurada.

Louco amor meu, que quando toca, fere
E quando fere vibra, mas prefere
Ferir a fenecer - e vive a esmo

Fiel à sua lei de cada instante
Desassombrado, doido, delirante

Numa paixão de tudo e de si mesmo.

Vinicius de Moraes

Síntese da Crônica "Um sonho de simplicidade" de Rubem Braga

Na crônica conta que ele faz uma certa comparação entre dois tipo de vida: a simples e a que possui mais riqueza.

  Ele fala sobre as diferentes necessidades dos dois estilos de vida que já viveu, e acaba chegando á conclusão de que era mais feliz quando pescava e tomava cachaça para esquentar ao invés de tomar o seu atual uísque. Que sente falta da simplicidade, das necessidades e de apenas poder supri-las, sem tantos exageros.

Síntese da crônica "Conselhos de um velho apaixonado" de Carlos Drummond de Andrade

A crônica diz sobre os sinais que recebemos, para sabermos sobre o amor e quando estamos apaixonados, sendo assim, fala que não devemos ficar cedo para a melhor coisa da vida, então, se você conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa; se você achar a pessoa linda, mesmo ela estando de pijama; se você não consegue trabalhar o dia todo, ansioso pelo encontro; se você não consegue imaginar o futuro sem essa pessoa do seu lado; e se você prefere fechar os olhos antes de ver a outra partindo, o amor chegou na sua vida!

Síntese da crônica "Velha Amiga" de Raquel de Queiroz

   Nesta crônica, podemos perceber nitidamente, a preocupação da autora com o tempo, neste caso, não é o tempo em geral, é o tempo do corpo, do indivíduo. Ela mexe muito com os nossos pensamentos, e faz o uso de palavras profundas.
   A crônica fala que ela conversava com uma amiga sobre saudade, e percebeu que não sentia saudade de nada, nem mesmo da sua infância, nem mesmo de quem morreu. Diz que um dos piores tormentos para os jovens é o desapego das coisas, aquilo de querer o novo, e deixar de lado o que é velho.

   "E depois há o capítulo da morte, sempre presente em todas as idades. Com a diferença de que a morte é amante dos moços e a companheira dos velhos", e para ela, a morte é a velha amiga, que se anuncia aos poucos, que vem de viajem e indica aos poucos quem já embarcou.

Cronistas Brasileiros

Os principais cronistas brasileiros são: Carlos Drummond de Andrade, Ivan Lissa, Mário Prata, Raquel de Queiroz, Rubem Braga, Machado de Assis, entre outros. Escolhi três desses escritores e a seguir colocarei uma breve síntese da biografia de cada um.

Rubem Braga 

Nasceu em 12 de janeiro de 1913, na cidade de Cachoeira de Itapemirim, filho de Raquel Coelho Braga e Francisco Carvalho Braga, dono do Jornal “Correio do Sul”. Começou no jornalismo escrevendo crônicas para o jornal “Diário da Tarde”, e trabalhou como repórter no “Diários Associados”.
  Em 1961, tornou-se embaixador do Brasil no Marrocos, nesta época já havia publicado “Ai de ti Copacabana”. Em 1968, com Fernando Sabino  e Otto Lara Resende fundou a editora Sabiá. Rubem Braga ficou marcado por escrever crônicas de estilo poético, misturando lirismo e acontecimentos do dia-a-dia.
  Nos anos 80, colaborou no caderno cultural Folhetim, da Folha de S. Paulo. Rubem Braga morreu no Rio de Janeiro, em 19 de dezembro de 1990, com mais de 62 anos de jornalismo.

  Rachel de Queiroz

   Rachel de Queiroz foi uma tradutora, escritora, cronista, romancista, jornalista e dramaturga brasileira. Nasceu em Fortaleza em 17 de novembro de 1910 e faleceu em 04 de janeiro de 2003, no Rio de Janeiro.
   Ela foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras e também foi a primeira a receber a premiação de "Camões", que é uma espécie de Nobel no Brasil.
    Chega aos 90 anos afirmando que não gosta de escrever e o faz para se sustentar, Ela lembra que começou a escrever para os jornais aos 19 anos e nunca mais parou, embora considera pequeno e número de livros que publicou. "Para mim, foram só cinco, (além de O Quinze, As Três Marias, Dôra, Doralina, O Galo de Outo e Memorial de Maria Moura), pois os outros eram compilações de crônicas que fiz para a imprensa, sem muito prazer de escrever, mas porque precisava sustentar-me", recorda ela. "Na verdade, eu não gosto de escrever e se eu morrer agora, não vão encontrar nada inédito na minha casa".

Carlos Drummond de Andrade

Carlos Drummond de Andrade foi um cronista, poeta e contista brasileiro. Nasceu em Itabira, em 31 de outubro de 1902 e faleceu em 17 de agosto de 1987. É mineiro e sendo assim, sua memória e parte de suas obras permanecem em sua cidade natal.
Já adulto foi estudar em Belo Horizonte e depois foi para Nova Friburgo e se formou em farmacêutico. Depois de formado, ele, Emílio e outros juntaram e montaram "A revista" para divulgar o modernismo no Brasil.
Se casou com Dolores Dutra e teve uma filha, mas ela acabou falecendo antes dele.