Nesta crônica, podemos perceber nitidamente,
a preocupação da autora com o tempo, neste caso, não é o tempo em geral, é o
tempo do corpo, do indivíduo. Ela mexe muito com os nossos pensamentos, e faz o
uso de palavras profundas.
A crônica fala que ela conversava com uma
amiga sobre saudade, e percebeu que não sentia saudade de nada, nem mesmo da
sua infância, nem mesmo de quem morreu. Diz que um dos piores tormentos para os
jovens é o desapego das coisas, aquilo de querer o novo, e deixar de lado o que
é velho.
"E depois há o capítulo da morte,
sempre presente em todas as idades. Com a diferença de que a morte é amante dos
moços e a companheira dos velhos", e para ela, a morte é a velha amiga,
que se anuncia aos poucos, que vem de viajem e indica aos poucos quem já
embarcou.





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