No conto de
Clarice Lispector fala de uma dona de casa, Ana que era muito preocupada com
seus afazeres rotineiros. Ana tinha marido, filhos e morava em uma casa boa.
Certo dia saiu para fazer compras para o jantar e, ao retornar para casa, já
dentro de um bonde, foi surpreendida por um cego parado no ponto, que
mascava chicletes com muita naturalidade. Isso a despertou para novas sensações
e sentimentos.
Quando o
bonde voltou a andar, Ana deu um grito e deixou cair as compras. Passageiros
olharam espantados, depois seguiram viagem. A distração era tão grande, que Ana
acabou perdendo o ponto que a faria retornar para casa, por isso, desceu
próximo ao Jardim Botânico. Ficou toda a tarde observando cada detalhe do
local, pássaros, insetos, folhas, flores, terra e vento.
Em certo
momento, lembrou-se dos filhos, do marido e do jantar, o que a fez correr.
Assim que chegou, também passou a ver o filho, o marido e a própria casa de maneira diferente, parecia que o amor por todos havia aumentado. Jantaram com amigos e crianças. Ana precisa mesmo de amo e carinho, encontrado nos braços de seu marido, afastando dela o medo de viver.
Assim que chegou, também passou a ver o filho, o marido e a própria casa de maneira diferente, parecia que o amor por todos havia aumentado. Jantaram com amigos e crianças. Ana precisa mesmo de amo e carinho, encontrado nos braços de seu marido, afastando dela o medo de viver.





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