No conto “Felicidade
Clandestina” de Clarice Lispector fala de uma garota que é humilhada por outra
por causa de um simples livro.
A garota que
humilha como fala no conto, é feia. Mas por outro lado seu pai é dono de uma
livraria. Por causa desses fatos a menina torna-se perversa e maldada,
ela não gostava de ler, mas as meninas ao contrário dela adoravam a leitura.
Assim a menina não dava livros como presentes somente cartões postais, mesmo
quando alguém pedia emprestado um livro ela não emprestava por próprio orgulho.
Ao perceber
que sua maldada a agradava, começou a atormenta apenas uma garota. E essa
menina que estava sendo humilhada começou a ser perseverante na busca do livro.
Mas sabia que estava sendo boba nas mãos da filha do dono da livraria. Mas não
deixou de ir todos os dias na casa da menina pedir emprestado o livro.
Quando a mãe
da menina perversa descobriu o que sua filha fazia com a menina, decidiu “dar o
troco” na filha em nome da incansável menina. A mãe, apenas pediu para a filha
dar o livro para a menina e que ela ficasse “por quanto tempo quisesse”.
A menina já
com o livro nas mãos descreve como um momento valioso, em sua visão valia mais
ter um livro por tempo intermediado do que possui-lo para sempre. Essa
afirmação fez me entender o titulo do livro “Felicidade Clandestina”, já que
ter algo sem ser o dono legítimo se torna clandestino, no caso da menina com
livro.
No conto
ainda mostra seu desnorteio e sua alegria. Entretanto, a clandestinidade da
garota na ultima linha do conto, quando Clarice compara a relação da menina com
a do livro com uma mulher e seu amante, uma relação que pode chegar ao fim, mas
na clandestinidade infinita.





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