"Amor" de Lívia de Melo Andrade

  

No clarão do meio dia, Pedro caminhava pala terra quente e seca. Tudo que ele queria era encontrar uma sombra para dar uma pausa a sua caminhada.
Ao subir o morro, atrás das dunas viu uma árvore que tinha uma boa sombra. Pedro saiu em desparrada para essa árvore quando chegou lá, não percebeu que tinha uma moça que acabará de chegar. Quando viu tomou um susto, ela riu e falou:
- Meu nome é Anna, qual é o seu?
- Pedro - ele olha pra ela e vê uma mulher linda e pergunta- O que uma mulher bonita como você esta fazendo aqui nas dunas?
- Eu estava á procura de uma sombra, em minha casa esta muito quente.
Eles começaram a conversar e ficaram lá por horas, mas acabou ficando tarde e então marcaram de se encontrar no outro dia, no mesmo lugar.
A partir desse dia, Pedro e Anna começam a se encontrar diariamente sempre embaixo daquela árvore. Pedro começa a se apaixonar por Anna.
Anna é uma mulher muito misteriosa, nunca deixou Pedro a levar pra casa e nunca fala dela. Mas Pedro resolveu ver para onde ela iria depois do encontro, e ele descobriu que na verdade Anna era uma bruxa muito má que assombrava toda a região e sabendo disso Pedro decidiu matá-la.
No dia seguinte, Pedro foi ao encontro de Anna, quando chegou lá. Ela já estava a sua espera, sem dó nem piedade Pedro enfiou uma espada em seu peito matando quem ele mais amou em toda sua vida.

"Feliz Aniversário" de Clarice Lispector



No conto “Feliz aniversario” de Clarice Lispector  fala de um senhora  que fazia aniversario de 89 anos, que era  mãe de 7 filhos. Ela morava com uma das filhas, Zilda, que havia preparado tudo para a festa e convidado os irmãos com suas esposas e filhos.

Logo depois do almoço, Zilda vestiu a mãe e a colocou na cabeceira da mesa já arrumada, a fim de esperar os convidados que chegariam no final da tarde.

A chegada de todos foi desastrosa. A aniversariante continuava na cabeceira da mesa sem participar da própria festa. Cantaram parabéns e uma neta pediu para a vó cortar o bolo. Ela o fez com brutalidade. Todos ficaram espantados.

A festa continuou e a idosa passou a observar com desgosto da própria família. Inesperadamente, ela cuspiu no chão. Zilda ficou envergonhada, pois todos achavam que ela era responsável pela mãe. Um dos filhos fez um breve discurso tentando amenizar o clima desagradável que se instalara.

Até que, ao anoitecer, deram um beijo na aniversariante e foram embora. Ela continuou na cadeira, interessada no jantar que a filha deveria servir. E os convidados foram embora pensando se ela estaria viva no próximo aniversario. 
                   

Vídeo sobre o conto "Felicidade Clandestina " de Clarice Lispector


Nesse vídeo vai explicar um pouco melhor o maravilhoso conto de Clarice Lispector. 

"Felicidade Clandestina" de Clarice Lispector


No conto “Felicidade Clandestina” de Clarice Lispector fala de uma garota que é humilhada por outra por causa de um simples livro.
A garota que humilha como fala no conto, é feia. Mas por outro lado seu pai é dono de uma livraria.  Por causa desses fatos a menina torna-se perversa e maldada, ela não gostava de ler, mas as meninas ao contrário dela adoravam a leitura. Assim a menina não dava livros como presentes somente cartões postais, mesmo quando alguém pedia emprestado um livro ela não emprestava por próprio orgulho.
Ao perceber que sua maldada a agradava, começou a atormenta apenas uma garota. E essa menina que estava sendo humilhada começou a ser perseverante na busca do livro. Mas sabia que estava sendo boba nas mãos da filha do dono da livraria. Mas não deixou de ir todos os dias na casa da menina pedir emprestado o livro.
Quando a mãe da menina perversa descobriu o que sua filha fazia com a menina, decidiu “dar o troco” na filha em nome da incansável menina. A mãe, apenas pediu para a filha dar o livro para a menina e que ela ficasse “por quanto tempo quisesse”.
A menina já com o livro nas mãos descreve como um momento valioso, em sua visão valia mais ter um livro por tempo intermediado do que possui-lo para sempre. Essa afirmação fez me entender o titulo do livro “Felicidade Clandestina”, já que ter algo sem ser o dono legítimo se torna clandestino, no caso da menina com livro.
No conto ainda mostra seu desnorteio e sua alegria. Entretanto, a clandestinidade da garota na ultima linha do conto, quando Clarice compara a relação da menina com a do livro com uma mulher e seu amante, uma relação que pode chegar ao fim, mas na clandestinidade infinita. 



" As cerejas " de Lygia Fagundes Telles


No conto fala de Júlia que corria de um lado para o outro, procurando auxiliar a Madrinha alvoroçada organizava a casa, cuidando de todos os detalhes, para receber a visita da Tia Olívia (sua prima). Dionísia, a cozinheira, desdobrava-se com as novas receitas para agradá-la. Com um galho de cerejas ornamentando o decote, a vaidosa tia Olívia,  abana-se com uma leque chinês, incomodada com a temperatura do local. Júlia ficara encantada . Só conhecia cerejas nas folhinhas. Marcelo, outro membro da família. Elegante, porém crítico e esnobe, parente Alberto, marido da Madrinha, chegara antes dela para passar as férias. Ele e a tia Olívia destacavam-se como alguém superior, especial. Ambos tinham estado na Europa. Ela falava e andava devagar com uma voz mansa de um gato manhoso e preguiçoso. Os dois pareciam se estranhar ou havia algo de oculto no ar.
        Certo dia, cai um temporal muito forte, deixando a casa em trevas. Em meio de um relâmpago deixou a casa na escuridão, Júlia visualiza dois corpos tombando enlaçados em um quarto que provavelmente era Tio Olivia e Marcelo. Surpresa e cambaleante recolhe-se assustada. Chorava como criança. Ficou doente. No dia seguinte, o Marcelo foi embora. Dois dias após, a tia Olívia vai também. Ao se despedir, como para se redimir com a ingênua menina, deixa-lhe carinhosamente o galho de cerejas de lembrança; pois despertava-lhe curiosidade e encanto. 
Lygia Fagundes Telles nasceu no dia 19 de abril de 1923 em São Paulo. Hoje com 90 anos. Escreveu vários contos, crônicas, romances etc. 

"Amor" de Clarice Lispector



No conto de Clarice Lispector fala de uma dona de casa, Ana que era muito preocupada com seus afazeres rotineiros. Ana tinha marido, filhos e morava em uma casa boa. Certo dia saiu para fazer compras para o jantar e, ao retornar para casa, já dentro de um bonde, foi surpreendida por um cego parado no ponto, que mascava chicletes com muita naturalidade. Isso a despertou para novas sensações e sentimentos.
Quando o bonde voltou a andar, Ana deu um grito e deixou cair as compras. Passageiros olharam espantados, depois seguiram viagem. A distração era tão grande, que Ana acabou perdendo o ponto que a faria retornar para casa, por isso, desceu próximo ao Jardim Botânico. Ficou toda a tarde observando cada detalhe do local, pássaros, insetos, folhas, flores, terra e vento.
Em certo momento, lembrou-se dos filhos, do marido e do jantar, o que a fez correr.
Assim que chegou, também passou a ver o filho, o marido e a própria casa de maneira diferente, parecia que o amor por todos havia aumentado. Jantaram com amigos e crianças. Ana precisa mesmo de amo e carinho, encontrado nos braços de seu marido, afastando dela o medo de viver.

"O Búfalo " de Clarice Lispector



No conto de Clarice Lispector "O Búfalo"  fala de uma mulher que era um pessoa solitária é que provavelmente estava a procura de si mesma. A personagem foi a um zoológico procurando-se identificar com os animais, pois por ser seres que vivem enjaulados deveriam ser solitários e odiar a si e aos outros.
 Chegando ao zoológico a mulher se depara com um animal, talvez o  mais violento, o leão, o que deveria ser odiado e odiar, mas o leão estava demostrando um ato de amor a sua companheira. A mulher anda mais um pouco e encontra vários animais procurando "aprender" odiar, para ser identificar com si mesma.
A personagem encontra o Búfalo e, ao olha pra ele diretamente em seus olhos encontra um ser solitário cheio de ódio em seus olhos, com qual parece se identificar.



Clarice Lispector



           
No ano de sua morte em 1977, Clarice Lispector deu uma entrevista para TV Cultura. Na entrevista Clarice já se mostrava muito cansada e abatida. Clarice nasceu na Ucrânia, mas se considerava brasileira, morou no nordeste e no rio. Casou com um diplomata brasileiro. Em sua família não era só Clarice que escrevia sua irmã e sua mãe também.
Clarice começou a escrever com sete anos assim que começou a ler e escrever. Na adolescente, descobre que não tinha outro objetivo a não ser escrever. Ela nunca se considerou escritora, acha sim uma amadura, pois escritora tinha a obrigação de escrever, mas ela não escrevia com sua própria liberdade.
Na entrevista fala que se comunica melhor com crianças, pois adultos são tristes e solitários e a criança tem a fantasia de se soltar. Fala também do seu sobrenome “Lispector”  que vem do latim e durantes algumas gerações foi se modificando perdendo algumas silabas. Clarice fala que quando não escrevia se sentia morta, gostava de escrever entre 4 e 5 da manha. Clarice morreu em 09 de dezembro de 1977 por causa de um câncer.